Petróleo fecha com leve alta sob tensão no Oriente Médio e ataques na Rússia

O petróleo fechou em leve queda nesta segunda-feira, 23, corrigindo ganhos recentes e em sessão marcada por volatilidade. Investidores ponderaram o avanço de negociações entre Estados Unidos e Irã, contrapondo as crescentes ameaças militares no Oriente Médio, além de novos ataques contra refinaria da Rússia.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para abril fechou em alta de 0,26% (US$ 0,17), a US$ 66,31 o barril.

Já o Brent para maio avançou 0,27% (US$ 0,19), a US$ 71,11 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

O petróleo chegou a subir cerca de 1% nesta manhã, com o Brent retomando temporariamente a marca de US$ 72 o barril, mas logo devolveu a marca.

Analistas da High Frequency Economics (HFE) notam que a diplomacia entre Washington e Teerã “está avançando” e que um ataque dos EUA agora parece “improvável”, o que, na visão deles, seria um bom resultado para a economia global.

Por outro lado, se houver um ataque e o Irã bloquear o Estreito de Ormuz em retaliação, os preços do petróleo podem disparar a US$ 100 o barril. “Isso teria um impacto único sobre os preços de energia, mas não seria inflacionário”, prevê a HFE.

Novas conversas entre os EUA e o Irã estão marcadas para quinta-feira, em Genebra. Segundo reportagem do Wall Street Journal, o Pentágono alertou ao presidente norte-americano, Donald Trump, sobre os riscos envolvidos em uma campanha militar extensa contra Teerã, incluindo mortes de americanos e aliados, defesas aéreas esgotadas e outros custos militares.

No Leste Europeu, drones ucranianos atingiram uma estação de bombeamento de petróleo russa nesta segunda-feira, em uma das redes de fornecimento de energia para Hungria e Eslováquia. No Parlamento Europeu, a Hungria impediu um novo pacote de sanções contra a Rússia e financiamento de 90 bilhões de euros para a Ucrânia, alegando que manterá o bloqueio até que as entregas de petróleo russo ao país sejam retomadas.

Em relatório, o Goldman Sachs ampliou projeção dos preços dos petróleos Brent e WTI a US$ 60 e a US$ 56 o barril, respectivamente, citando expectativa de menores estoques da Organização para Cooperação e Desenvolvimento (OCDE) e aumento mais lento da oferta em comparação à demanda da commodity.

*Com informações da Dow Jones Newswires

(Estadão Conteúdo)

Autor/Veículo: InfoMoney

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