Assim como a contribuição sindical,
a confederativa ajuda no fortalecimento das entidades
sindicais junto ao setor de atuação
A partir deste mês, você deve receber
em seu posto o boleto para pagamento da contribuição
confederativa, com vencimento em 31 de maio.
A taxa é importante para a manutenção
e o custeio do sistema confederativo de representação
sindical, ou seja, a Confederação,
Federação e Sindicatos das categorias
econômica ou profissional respectivas.
Mas qual a diferença entre a contribuição
confederativa e a contribuição sindical
– aquela que foi paga em janeiro deste ano?
Na prática, não há grandes
diferenças, já que ambas existem para
ajudar no fortalecimento das entidades para que
elas possam atuar em defesa dos interesses dos empresários
junto aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
A contribuição confederativa é
instituída pela Constituição
da República de 1988, artigo 8º, inciso
IV e independe da existência da contribuição
sindical. Seu valor é estipulado pelas Federações
em suas respectivas assembleias – no caso
da Fecombustíveis nas reuniões do
Conselho de Representantes. Já a taxa sindical
está prevista na Consolidação
das
Leis Trabalhistas (CLT), de acordo com os artigos
578 a 591, título IV, Capítulo III,
da Seção I. Pela norma, essa contribuição
é calculada com base no valor do capital
social da empresa, mediante a aplicação
de alíquotas fixadas em uma tabela progressiva
(inciso III).
Neste ano, foram mantidos os vencimentos e descontos
concedidos no ano passado para a cobrança
da contribuição confederativa 2011,
com a correção monetária pelo
Índice Nacional de Preços ao Consumidor
(INPC).
Assim, o valor da taxa confederativa ficou estabelecido
em R$ 395, com desconto de R$ 50 para aqueles que
fizerem o pagamento até o dia 30 de abril.
O montante arrecadado é dividido entre o
seu sindicato, a Fecombustíveis e Confederação
Nacional do Comércio de Bens, Serviço
e Turismo (CNC).
Como os recursos são aplicados
O ato de pagar a contribuição, seja
ela confederativa ou sindical, é uma forma
de contribuir para o crescimento do seu mercado
de atuação como um todo. No caso da
revenda de combustíveis, por exemplo, o empresário
deve se filiar ao sindicato patronal, que por sua
vez é associado à Fecombustíveis,
que por fim é filiada à CNC.
Normalmente, o sindicato oferece ao revendedor
serviço de assistência jurídica
especializada, convênios e seguros, orientações
e mudanças na legislação, acesso
a informações de mercado – veículos
de comunicação próprios, por
exemplo –, realização de cursos
e treinamentos e a possibilidade de participar de
eventos voltados para o setor. Além de
atuar na defesa dos interesses da revenda junto
aos órgãos públicos e outros
agentes econômicos locais.
Já a Fecombustíveis representa o
setor em âmbito nacional. É a Federação
que acompanha todos os projetos que possam afetar,
de alguma forma, a atividade da revenda no país.
“Os legisladores quase sempre estão
bem intencionados quando formulam seus projetos
de lei, mas, como estamos num segmento com inúmeras
especificidades, nem sempre eles têm o
adequado conhecimento técnico do setor. Por
isso é necessário elaborar estudos,
ir até o propositor do projeto e mostrar
os impactos de tal medida sobre o setor. Trata-se
de um trabalho caro e sem grande visibilidade –
afinal, se somos bem sucedidos na nossa missão,
o revendedor nem chega a tomar conhecimento desse
projeto de lei”, explica Paulo Miranda Soares,
presidente da Federação. Ele lembra
que o setor de combustíveis é um dos
principais temas de projetos de lei no Congresso,
onde tramitam cerca de 200 propostas que de alguma
forma afetam o setor.
Foi sugestão da Fecombustíveis, por
exemplo, a inclusão de um esclarecimento
na cartilha de Perguntas e Respostas da Pesquisa
Semanal de Preços de Combustíveis
da ANP. Desde o início do ano, os consumidores
podem fazer uma pesquisa on-line pelo celular sobre
preços de combustíveis. A medida,
embora interessante, poderia provocar mal entendidos
e questionamentos por parte dos consumidores, já
que pode haver diferenças entre o preço
praticado em bomba e o que consta na pesquisa devido
ao lapso de tempo entre a coleta e a divulgação
das informações.
Outra importante frente em que a Federação
tem trabalhado junto à Agência Reguladora
diz respeito aos problemas de formação
de borra em tanques e filtros de diesel, desde que
o biodiesel passou a ser adicionado ao derivado
de petróleo. Graças às constantes
reclamações da Fecombustíveis
e seus Sindicatos Filiados, a ANP decidiu montar
três grupos de estudos sobre a questão
e pediu a revisão da norma ABNT que trata
do manuseio e transporte do biodiesel e suas misturas.
A Federação participa dos três
grupos de estudos, contratou um especialista no
assunto para acompanhar e subsidiar as discussões
e tem levado o problema ao conhecimento de políticos,
buscando assim contornar as pressões dos
produtores para que haja rapidamente elevação
do percentual da mistura. Atualmente, o diesel comercializado
no Brasil tem 5% de biodiesel, o chamado B5. “Somos
favoráveis ao Programa de Biodiesel e à
diversidade da matriz energética veicular,
mas acreditamos ser uma temeridade falar em qualquer
aumento de percentual, antes de resolvermos
os problemas que atualmente estão no mercado”,
destaca Soares.
Pela CNC, uma das principais atividades é
promover a capacitação de líderes
sindicais em práticas gerenciais por meio
do Sistema de Excelência em Gestão
Sindical (SEGS). O sistema possibilita o compartilhamento
de práticas gerenciais de sucesso, permitindo
o crescimento individual dos líderes e executivos
sindicais e, consequentemente, melhoria das entidades
e empresas representadas.
Portanto, se você não recebeu o boleto
para pagamento da taxa confederativa, não
deixe de fazer sua contribuição. Entre
em contato com a Fecombustíveis, pelo telefone
(21) 2221-6695, e peça o boleto. Não
deixe de fazer parte dessa luta por um mercado mais
justo e saudável."