Fornecedores informais pressionam distribuidoras de combustíveis e podem criar revés

Diversas distribuidoras de combustíveis têm enfrentado dificuldades no Brasil devido à vantagem competitiva obtida por fornecedores informais de diesel, que desrespeitam as exigências de mistura de biodiesel, conforme relatório do Goldman Sachs enviado a investidores nesta quinta-feira (13).

O banco estima que a não conformidade pode gerar uma vantagem de mais de R$ 300 por metro cúbico (m³) para os fornecedores informais nas vendas de diesel. Como referência, as margens de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foram de R$ 153/m³ para Ipiranga (IPBR3) e R$ 176/m³ para Vibra (VBBR3) no terceiro trimestre de 2024.

Os analistas se baseiam no estudo do Instituto Combustível Legal (ICL) que apontou fraudes em postos de combustíveis, com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) limitada a fiscalizar apenas 9% dos estabelecimentos, aumentando a pressão sobre o setor.

10%
BITCOIN
R$556.489
-1,19%
IFIX
2.998pts
-0,24%
MGLU3
R$7,01
-1,13%
PETR4
R$36,32
+0,11%
VALE3
R$54,86
+0,13%
ITUB4
R$33,87
+0,53%
ABEV3
R$10,98
+0,55%
GGBR4
R$17,45
+0,46%
Ibovespa
124.850pts
+0,38%
DÓLAR
R$5,77
+0,10%
BITCOIN
R$556.489
-1,19%
IFIX
2.998pts
-0,24%
MGLU3
R$7,01
-1,13%
PETR4
R$36,32
+0,11%
VALE3
R$54,86
+0,13%
ITUB4
R$33,87
+0,53%
ABEV3
R$10,98
+0,55%
GGBR4
R$17,45
+0,46%
Ibovespa
124.850pts
+0,38%
DÓLAR
R$5,77
+0,10%
BITCOIN
R$556.489
-1,19%
IFIX
2.998pts
-0,24%
MGLU3
R$7,01
-1,13%
PETR4
R$36,32
+0,11%
VALE3
R$54,86
+0,13%
ITUB4
R$33,87
+0,53%
ABEV3
R$10,98
+0,55%
GGBR4
R$17,45
+0,46%
Ibovespa
124.850pts
+0,38%
DÓLAR
R$5,77
+0,10%
BITCOIN
R$556.489
-1,19%
IFIX
2.998pts
-0,24%
MGLU3
R$7,01
-1,13%
PETR4
R$36,32
+0,11%
VALE3
R$54,86
+0,13%
ITUB4
R$33,87
+0,53%
ABEV3
R$10,98
+0,55%
GGBR4
R$17,45
+0,46%
Ibovespa
124.850pts
+0,38%
DÓLAR
R$5,77
+0,10%
BITCOIN
R$556.489
-1,19%
IFIX
2.998pts
-0,24%
MGLU3
R$7,01
-1,13%
PETR4
R$36,32
+0,11%
VALE3
R$54,86
+0,13%
ITUB4
R$33,87
+0,53%
ABEV3
R$10,98
+0,55%
GGBR4
R$17,45
+0,46%
Ibovespa
124.850pts
+0,38%
DÓLAR
R$5,77
+0,10%
BITCOIN
R$556.489
-1,19%
IFIX
2.998pts
-0,24%
MGLU3
R$7,01
-1,13%
PETR4
R$36,32
+0,11%
VALE3
R$54,86
+0,13%
ITUB4
R$33,87
+0,53%
ABEV3
R$10,98
+0,55%
GGBR4
R$17,45
+0,46%
Ibovespa
124.850pts
+0,38%
DÓLAR
R$5,77
+0,10%
BITCOIN
R$556.489
-1,19%
IFIX
2.998pts
-0,24%
MGLU3
R$7,01
-1,13%
PETR4
R$36,32
+0,11%
VALE3
R$54,86
+0,13%
ITUB4
R$33,87
+0,53%
ABEV3
R$10,98
+0,55%
GGBR4
R$17,45
+0,46%
Ibovespa
124.850pts
+0,38%
DÓLAR
R$5,77
+0,10%
BITCOIN
R$556.489
-1,19%
IFIX
2.998pts
-0,24%
MGLU3
R$7,01
-1,13%
PETR4
R$36,32
+0,11%
VALE3
R$54,86
+0,13%
ITUB4
R$33,87
+0,53%
ABEV3
R$10,98
+0,55%
GGBR4
R$17,45
+0,46%

Mercados
Combustível
Fornecedores informais pressionam distribuidoras de combustíveis e podem criar revés
Informalidade no diesel pode gerar vantagem de R$ 300/m³ para fornecedores irregulares, pressionando distribuidoras e aumentando risco de fraudes no setor
Murilo Melo

14/02/2025 06h16 • Atualizado 14 horas atrás


Publicidade

Diversas distribuidoras de combustíveis têm enfrentado dificuldades no Brasil devido à vantagem competitiva obtida por fornecedores informais de diesel, que desrespeitam as exigências de mistura de biodiesel, conforme relatório do Goldman Sachs enviado a investidores nesta quinta-feira (13).

O banco estima que a não conformidade pode gerar uma vantagem de mais de R$ 300 por metro cúbico (m³) para os fornecedores informais nas vendas de diesel. Como referência, as margens de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foram de R$ 153/m³ para Ipiranga (IPBR3) e R$ 176/m³ para Vibra (VBBR3) no terceiro trimestre de 2024.

Os analistas se baseiam no estudo do Instituto Combustível Legal (ICL) que apontou fraudes em postos de combustíveis, com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) limitada a fiscalizar apenas 9% dos estabelecimentos, aumentando a pressão sobre o setor.

A análise do Goldman Sachs surge após reportagem de O Estado de S. Paulo, publicada na segunda-feira (10). O jornal ressalta que o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), que representa grandes distribuidoras como Vibra, Raízen (RAIZ4), Ipiranga e Shell, está estudando a solicitação à ANP para suspender a mistura obrigatória de biodiesel, dada a subida de preços e a crescente informalidade no mercado. As distribuidoras estão especialmente preocupadas com a elevação do percentual de biodiesel para 15% em março, o que pode aumentar ainda mais os custos.

A recomendação do Goldman Sachs, diante do atual panorama, é focada nos próximos passos das distribuidoras. Vibra e Ultra (UGPA3) têm suas divulgações de resultados do quarto trimestre de 2024 (4T24) programadas para os dias 24 e 26 de fevereiro, respectivamente. A expectativa do mercado é que os principais pontos de discussão nas apresentações abordem a visão das administrações sobre o mercado competitivo, incluindo atualizações sobre os volumes de importação de combustíveis e a agenda contra a informalidade, além das perspectivas para as margens no primeiro trimestre de 2025.

No que diz respeito à avaliação das distribuidoras, o Goldman Sachs manteve sua recomendação neutra para a Vibra Energia, com um preço-alvo de R$ 19,50 nos próximos 12 meses. O banco diz que a avaliação foi feita com base em um múltiplo de 4,4 vezes (x) o múltiplo entre o EV (valor da firma) sobre o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado, que representa o valor total de uma empresa com o seu lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização. Já para o negócio de energia renovável da Vibra, foi estabelecido um valor de EV de R$ 11 bilhões.

Para a Ultra, a recomendação é de compra, com um preço-alvo de R$ 19,70 ou US$ 3,20 nos próximos 12 meses, fundamentada em um múltiplo de preço sobre lucro (P/L) de 10,1x, além do valor da participação da empresa na Hidrovias do Brasil. O risco para as projeções, segundo o Goldman Sachs, inclui a atividade econômica, a variação nas taxas de juros e o aumento da concorrência no setor de distribuição de combustíveis.

Autor/Veículo: InfoMoney

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn

Veja também:

Refinaria Clara Camarão aumenta preços da gasolina e do diesel

A Refinaria Clara Camarão, localizada em Guamaré, reajustou nesta quinta-feira (2) os preços da gasolina A e do diesel A S500. O aumento interrompe uma sequência de duas semanas consecutivas de redução nos valores praticados pela unidade. Os novos preços valem para as vendas realizadas diretamente pela refinaria. No entanto, eles não

Leia mais... »

Petróleo fecha em alta após ataques entre EUA e Irã

Países intensificaram ataques neste fim de semana e ameaçam escalada no Oriente Médio Os preços do petróleo fecharam em alta de mais de 1% nesta segunda-feira (29), depois que os ataques entre os Estados Unidos e o Irã destacaram a fragilidade do acordo de paz provisório entre os dois países,

Leia mais... »