Brasil defende parceria com EUA por novos mercados para etanol

O governo brasileiro defendeu perante o Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) que a tarifa aplicada pelo Brasil ao etanol importado não é discriminatória nem provoca desigualdade, já que a taxa é aplicada a todo o produto oriundo de fora do Mercosul, e não somente ao biocombustível dos EUA.O tema foi debatido ontem pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), Geraldo Alckmin, com lideranças do setor sucroenergético, que trataram do posicionamento que o Brasil deverá apresentar a respeito da investigação aberta pelo USTR da Seção 301 sobre seis práticas comerciais que o governo Donald Trump considera “desleais”.

Segundo uma fonte que esteve presente no encontro, o governo defenderia ainda que Brasil e Estados Unidos devem atuar conjuntamente para abrir novos mercados para o etanol no mundo – ao invés de cada um disputar o mercado do outro. Atualmente, os principais países que vêm criando ou ampliando sua política de mistura de etanol à gasolina são Índia, Japão e Indonésia. Na sua defesa, o Brasil afirma que os Estados Unidos deveriam usar sua força econômica para fazer outros países estabelecerem políticas de mistura de etanol à gasolina e de estímulo ao uso de carros flex em algumas partes do mundo. Ou ainda que os EUA usem sua força para derrubar as barreiras que existem para o uso do etanol como matéria-prima para a produção de combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês) e biobunker, o combustível marítimo. Para ler esta notícia, clique aqui.

Autor/Veículo: Valor Econômico

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