Petrobras conclui perfuração na Margem Equatorial, mas ainda desconhece sua viabilidade econômica

A Petrobras concluiu a perfuração do poço exploratório de Pitu Oeste, na Bacia Potiguar na Margem Equatorial. Diante da perfuração, a companhia comunicou à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) que identificou presença de hidrocarboneto, porém ainda inconclusivo quanto à viabilidade econômica.

Além de dar continuidade à pesquisa exploratória na região, a Petrobras informou que planeja para fevereiro a segunda perfuração na Bacia Potiguar, no poço Anhangá, na concessão POT-M-762, a 79 km da costa do Estado do Rio Grande do Norte e próximo ao poço Pitu Oeste.

Segundo a empresa, a perfuração do poço exploratório em Pitu Oeste foi concluída com total segurança e dentro dos protocolos de operação em águas profundas. “Isso reafirma que a Petrobras está preparada para realizar com total responsabilidade atividades na Margem Equatorial”, afirmou a Petrobras, em comunicado ao mercado.

Produção em 2023

No ano passado, a Petrobras atingiu a produção total de óleo e gás natural de 2,78 milhões de barris por dia (boed), 3,7% acima da registrada em 2022. A produção comercial de óleo e gás natural ficou em 2,44 milhões de boed e a produção de óleo em 2,24 milhões, segundo comunicado da companhia.

Os números superaram o planejamento do Plano Estratégico E23-27 e ficaram em linha com as projeções de produção revisadas em novembro de 2023, na faixa de 2,0%, para cima ou para baixo.

“Como destaque de 2023, a companhia atingiu recorde anual de produção total própria de óleo e gás natural no pré-sal, com 2,17 milhões boed, superando o recorde anterior de 1,97 milhões de boed, em 2022, e representando 78% da nossa produção total”, diz o comunicado.

A companhia também atingiu o recorde de produção total operada de óleo e gás natural com 3,87 milhões de boed, superando o recorde anterior, de 3,64 milhões boed, de 2022.

A Petrobras acrescentou que entraram em operação no ano passado quatro novas plataformas, que contribuíram para o resultado operacional. Em maio, entraram em operação o FPSO (Unidade Flutuante de Armazenamento e Transferência, em português) Anna Nery e o FPSO Almirante Barroso. Em agosto, a FPSO Anita Garibaldi, e, em dezembro, FPSO Sepetiba.

Ao longo do ano de 2023, segundo a estatal, foram alcançadas as capacidades máximas de produção de óleo das plataformas P-71, no campo de Itapu, do FPSO Guanabara, no campo de Mero e do FPSO Almirante Barroso, no campo de Búzios. Este último, ocorrido em outubro de 2023, menos de 5 meses após o 1º óleo, um recorde no pré-sal.

Autor/Veículo: O Estado de São Paulo

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