Petróleo fecha em alta e Brent atinge US$ 91, com risco à oferta e melhora da demanda

Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira, 5, levando o Brent ao patamar de US$ 91 o barril, em meio a crescentes tensões no Oriente Médio e no leste da Europa, fatores que ameaçam a oferta da commodity. Outro vetor catalisador para a commodity – a expectativa de demanda firme nos Estados Unidos – foi fortalecido pela divulgação, mais cedo, do relatório que mostrou crescimento acima das expectativas de vagas de emprego na economia do país.

O WTI para maio fechou em alta de 0,37% (US$ 0,32), a US$ 86,91 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para junho avançou 0,57% (US$ 0,52), a US$ 91,17 o barril, na Intercontinental Exchange. Na semana, o WTI subiu 4,50% e o Brent avançou 4,80%. Ambos os contratos rondam os níveis mais altos desde outubro do ano passado.

Os receios de que a guerra Israel-Hamas possa resultar num conflito regional mais amplo aumentaram depois que o Irã prometeu retaliação contra os israelenses na sequência de um ataque a uma embaixada iraniana na Síria nesta semana. Os preços do petróleo dispararam ontem, levando o Brent a superar US$ 90 pela primeira vez desde outubro, depois que os militares israelenses embaralharam os sinais de navegação sobre Tel Aviv, na quinta-feira, sinalizando que o país está se preparando para uma possível retaliação depois de o país ser responsabilizado pelo ataque em Damasco.

Seis meses após o início da guerra, as esperanças de um acordo de cessar-fogo em Gaza estão estacionadas, apesar dos repetidos apelos a um cessar-fogo. Até agora, os receios de impacto no fornecimento global de petróleo estavam geralmente contidos, mas um alargamento do conflito poderia ter um efeito muito maior no mercado.

A escalada dos ataques ucranianos e russos contra infraestruturas de energia em ambos os países também continua a suscitar preocupações sobre a produção global e as exportações. As principais refinarias da Rússia foram danificadas por ataques de drones e mísseis, deixando desativado cerca de 14% da capacidade de refino do país devido a obras de reparo.

(Estadão Conteúdo)

Autor/Veículo: InfoMoney

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