Silveira defende o aumento da mistura de biodiesel no diesel para 25%

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu nesta sexta-feira, 26, o projeto de lei do Combustível do Futuro, aprovado na Câmara dos Deputados em março e em tramitação no Senado. Segundo Silveira, com o Combustível do Futuro, o Brasil dará exemplo de descarbonização das matrizes de mobilidade e de transporte através dos biocombustíveis.

“Com o combustível do futuro, poderemos ampliar a mistura de biodiesel de B15 para B25 (de 15% para 25%) e da mistura de etanol na gasolina de 27,5% a 35%. Os biocombustíveis para o Brasil são o que o petróleo é para a Arábia Saudita. Vamos descarbonizar as matrizes de mobilidade e de transporte fortalecendo o agronegócio, gerando emprego, renda e fortalecendo os biocombustíveis”, afirmou Silveira durante evento de abertura da safra mineira de açúcar e etanol 2024/2025 em Uberaba (MG).

Silveira pediu o apoio da ex-ministra da Agricultura e senadora Tereza Cristina (PP-MS), presente no evento, na tramitação do projeto no Senado. “O combustível do futuro foi aprovado de forma rápida na Câmara e Tereza vai nos ajudar a votar no Senado”, pontuou.

O ministro comentou também a criação de mandatos de combustível sustentável de aviação (Saf) e de diesel verde por meio do combustível do futuro. “Saf é a nova indústria para o Brasil. Convencemos o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com sensibilidade do presidente Lula a criar um mandato para SAF e para diesel verde. A partir de 2027, teremos que ter produção de SAF no Brasil, uma nova indústria chegando e utilizando matéria-prima do etanol”, afirmou Silveira.

O ministro lembrou que durante a presidência do G20 de energia neste ano e que às vésperas da COP30, que será realizada no Brasil em 2025, o Brasil tem a possibilidade de mostrar ao mundo a rota do biocombustível e atrair investimentos. “Continuamos defendendo a criação de agência internacional de biocombustíveis”, acrescentou.

Transição

O Silveira afirmou que o custo da transição energética não pode ser repassado para a conta dos consumidores. “Queremos que a transição energética seja justa e inclusiva. Precisamos buscar outras fontes de financiamento para a transição energética. Não pode enfiar o custo da transição energética na conta do consumidor brasileiro, principalmente do regulado”, afirmou Silveira durante evento de abertura da safra mineira de açúcar e etanol 2024/2025 em Uberaba (MG).

O ministro destacou que o Brasil já é líder global na transição energética, com 88% de fontes de energia renovável. “A Frente Parlamentar da Agropecuária é fundamental e imprescindível para fortalecer a vocação do Brasil. Quero dividir com essa vocação de celeiro de alimentos a vocação de melhor matriz energética”, defendeu.

Para Silveira, as energias mais limpas vão permitir reindustrializar o Brasil por meio da economia verde. “Não podemos ver a economia verde e a transição energética somente pela ótica ambiental. Precisamos ver pela ótica econômica e de oportunidade de gerar divisas, emprego e renda. É isso o que vamos conseguir no Brasil”, afirmou.

Autor/Veículo: O Estado de São Paulo

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