Petróleo fecha em queda, com corte de juros e demanda da China em foco

Os contratos futuros do petróleo fecharam em baixa nesta segunda-feira (22), em meio a temores de que o corte de juros do Banco do Povo da China (PboC) seja insuficiente para impulsionar a economia do país asiático e consequentemente a demanda pela commodity.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para setembro fechou em queda de 0,31% (US$ 0,24), a US$ 78,40 o barril, enquanto o Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), fechou em queda de 0,28% (US$ 0,23), a US$ 82,40 o barril.

Analistas do banco ING observam riscos de incêndios florestais na província canadense de Alberta, que ameaçam o abastecimento de petróleo no país. A instituição também cita riscos geopolíticos após Israel bombardear o Iêmen, em resposta ao ataque dos houthis.

Mais cedo, os preços do petróleo chegaram a registrar leves ganhos, favorecido pela queda do dólar enquanto investidores avaliavam o novo cenário político dos EUA. Ontem, o presidente americano, Joe Biden, anunciou que não buscará a reeleição e declarou apoio à vice-presidente, Kamala Harris, na disputa à Casa Branca.

A commodity, no entanto, não conseguiu sustentar a recuperação e voltou a cair ainda pela manhã. Analistas do ING lembram que, na semana passada, a Terceira Plenária do Partido Comunista da China terminou sem novas ações em apoio à economia. “Sem novas medidas de estímulo, há pouca esperança de uma recuperação a curto prazo para o setor imobiliário e da construção”, explicam.

Autor/Veículo: O Estado de São Paulo

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