Mais etanol anidro na gasolina: governo levará ao CNPE proposta de 30% de mistura, diz Silveira

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta segunda-feira, 17, que ainda em 2025 será levada ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) a proposta de adoção do E30 — mistura de 30% de etanol anidro na gasolina.

O protocolo de testes para avaliar a viabilidade técnica do aumento da mistura foi aprovado no fim do ano passado. Os testes foram conduzidos pelo Instituto Mauá de Tecnologia (IMT) entre janeiro e fevereiro de 2025.

Silveira ponderou que a pasta está sendo prudente na análise sobre a mistura de 30% de etanol anidro na gasolina e que vai avaliar as informações técnicas sobre curva de preços, antes do envio ao CNPE.

O ministro afirmou que a proposta pode ser levada ao CNPE a qualquer momento, mas é necessário “conforto” sobre o impacto nos preços. “Estamos todos (no governo) focados na redução dos preços dos alimentos”, declarou, em entrevista coletiva.

“Os testes confirmaram que o E30 é viável tecnicamente, é seguro para nossa frota de duas e quatro rodas”, declarou o ministro. “E30 não prejudica o desempenho dos veículos, pelo contrário”, disse.

Atualmente, o teor de mistura de etanol anidro à gasolina é de 27%. O CNPE já pode decidir, com a comprovação da viabilidade técnica. O aumento da mistura de etanol anidro à gasolina para 30% busca ampliar “os benefícios ambientais e econômicos, como a redução das emissões de gases de efeito estufa e a diminuição da dependência de importações de gasolina”, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME).

“Com o E30, o preço da gasolina na bomba vai cair e nos tornaremos, em definitivo, independentes da importação de gasolina”, afirmou o ministro, avaliando que a independência na importação não ocorria desde 2010.

“Vamos nos livrar das amarras do preço de paridade internacional, o preço da gasolina será o preço de competitividade interna. O E30 é um ganho incalculável para a soberania nacional e para a segurança energética”, afirmou.

No mês passado, sobre outro mandato do setor de combustíveis, o governo decidiu adiar a exigência de maior uso de biocombustível no diesel. A mudança no porcentual da mistura de 14% para 15% estava prevista para ocorrer em 1º de março, mas foi decidido manter em 14% para evitar novas altas nos preços.

Autor/Veículo: O Estado de São Paulo

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